DF arrecada R$ 6,5 bilhões no 1º trimestre e gera 17,8 mil empregos formais

ICMS cresce 12% na comparação anual e comércio varejista avança 2,1% em março, acima da média nacional

Por Camila Torres Andrade· 05 de março de 2025· 6 min de leitura
DF arrecada R$ 6,5 bilhões no 1º trimestre e gera 17,8 mil empregos formais

Foto: Agência Brasília / Wikimedia Commons

Valor investido na política pública
R$ 6.500.000.000

Arrecadação em alta

O Governo do Distrito Federal (GDF) arrecadou R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Economia. O resultado representa avanço expressivo sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que cresceu 12% na comparação anual. O secretário de Economia, Ney Ferraz Júnior, atribuiu o desempenho a medidas de modernização da fiscalização tributária e ao aquecimento do consumo local.

"O equilíbrio fiscal do Distrito Federal permite que sigamos investindo em infraestrutura e serviços públicos sem comprometer as contas futuras", afirmou Ferraz Júnior em nota da pasta.

Emprego formal

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Secretaria de Comunicação Social do governo federal, mostram que o Distrito Federal gerou 3 mil vagas com carteira assinada somente em março. No acumulado do primeiro trimestre, o saldo positivo chegou a 17,8 mil postos formais, reforçando a posição da capital como um dos mercados de trabalho mais dinâmicos do país, atrás apenas de estados com bases industriais maiores, como São Paulo e Minas Gerais.

Em todo o Brasil, o primeiro trimestre fechou com 654,5 mil vagas formais criadas, segundo o mesmo levantamento, o que situa o desempenho do DF acima de sua participação proporcional na força de trabalho nacional.

Comércio acima da média

A Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, mostrou que o varejo do Distrito Federal cresceu 2,1% em março na comparação com fevereiro, já com ajuste sazonal. O resultado colocou o DF entre os três melhores desempenhos do país, atrás apenas de Paraíba e Goiás, e empatado com o Piauí. Analistas do setor associam o movimento à recomposição do poder de compra da população, favorecida pela queda no ritmo de reajustes de preços de itens essenciais e pelo aumento do emprego formal.

"O comerciante local sentiu na pele a diferença entre o início e o fim do trimestre. Housing consumidor voltou a comparar preços e fechar compras que estavam represadas", disse a presidente de uma federação do comércio brasiliense em entrevista a veículo local.

Contas públicas e planejamento

A Lei Orçamentária do Distrito Federal para 2025, publicada no Diário Oficial em 19 de março, trouxe ajustes nas diretrizes orçamentárias que abrem espaço para novos investimentos em saúde, educação e mobilidade, sem descumprir os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A publicação também formalizou remanejamentos entre secretarias, com destaque para reforço de recursos à pasta da Saúde, em meio à expansão de serviços de emergência e ao monitoramento de doenças como o sarampo.

Perspectivas

Para economistas consultados, o desempenho de março consolida uma tendência observada desde o fim de 2024: a economia do DF tem crescido de forma mais equilibrada, apoiada tanto no consumo das famílias quanto na expansão do setor de serviços ligado ao funcionalismo público e ao turismo de eventos. O desafio, segundo especialistas, será sustentar o ritmo de arrecadação em um cenário de juros altos e de possível desaceleração do crédito ao consumidor ao longo do segundo semestre.

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