DF registra superávit fiscal e maior geração de empregos formais desde 2020 no acumulado até maio
Receita tributária cresce 7,8% no quadrimestre e mais de 25 mil vagas com carteira assinada foram abertas na capital

Contas públicas em trajetória positiva
O Distrito Federal fechou o primeiro quadrimestre de 2025 com superávit fiscal e superação das metas estabelecidas pela Secretaria de Estado de Economia (SEEC-DF), segundo boletim divulgado pelo órgão e destacado pelo Jornal de Brasília. A receita tributária do governo local cresceu 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pela arrecadação de ICMS, IPTU, IPVA e ITCD, conforme dados da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico.
De acordo com o relatório "Arrecadação Tributária do Distrito Federal — Maio/2025", assinado pelo secretário Ney Ferraz Júnior e pelo secretário executivo de Fazenda, Anderson Borges Roepke, a série histórica de receitas mostra recuperação consistente desde 2021, com maio de 2025 registrando um dos melhores desempenhos mensais da década para o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e para o IPVA, tradicionalmente concentrado no início do ano.
Mercado de trabalho aquecido
No campo do emprego, o desempenho também foi positivo. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pelo Jornal de Brasília, o Distrito Federal gerou, somente em maio, quase 3 mil novos postos de trabalho formais. No acumulado de janeiro a maio, foram mais de 25 mil vagas com carteira assinada criadas na capital federal — o maior saldo para o período desde 2020, ano anterior à pandemia de Covid-19.
O resultado do DF acompanha uma tendência nacional: no mesmo período, o Brasil como um todo superou a marca de 1.051.244 vagas formais geradas, segundo o mesmo levantamento. Setores como serviços, construção civil e comércio foram os que mais contribuíram para o saldo positivo na capital, beneficiados pelo aquecimento do consumo interno e pela retomada de obras públicas e privadas na região metropolitana.
O que explica o resultado
Economistas ouvidos por veículos locais atribuem o desempenho fiscal do DF a uma combinação de fatores: reajuste em tributos como o IPVA, aumento na fiscalização da arrecadação, crescimento real da massa salarial e maior formalização de vínculos empregatícios, favorecida por programas de qualificação profissional promovidos pelo governo distrital em parceria com o Sistema S.
A Secretaria de Economia do DF also destacou que a manutenção da disciplina fiscal permitiu ao governo local cumprir integralmente as metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo espaço para investimentos em infraestrutura e serviços públicos ao longo do segundo semestre de 2025.
Perspectivas para o restante do ano
Apesar do cenário favorável, analistas alertam para riscos no horizonte, como a volatilidade cambial provocada pela guerra tarifária entre Estados Unidos e União Europeia e a possibilidade de desaceleração da atividade econômica nacional no segundo semestre. Ainda assim, o consenso entre especialistas consultados é de que o Distrito Federal mantém uma posição fiscal relativamente confortável em comparação a outros entes federativos, muito em função da alta concentração de servidores públicos federais e da diversificação crescente de sua base econômica, que já não depende exclusivamente da administração pública.
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