Ministério da Saúde libera R$ 1,2 bilhão para 541 novas unidades e reforça vacinação contra gripe

Maior repasse já feito pelo Novo PAC Saúde ocorre em meio a alerta da Fiocruz sobre alta incidência de síndrome respiratória

Por Fernanda Cristina Beserra· 14 de abril de 2026· 5 min de leitura
Ministério da Saúde libera R$ 1,2 bilhão para 541 novas unidades e reforça vacinação contra gripe

Foto: RDNE Stock project / Pexels

Valor investido na política pública
R$ 1.200.000.000

O governo federal anunciou, em abril de 2026, a liberação de R$ 1,2 bilhão para a construção de 541 novas unidades de saúde em 505 municípios brasileiros, no âmbito do Novo PAC Saúde. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, trata-se do maior montante já repassado pelo programa desde sua criação, contemplando a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centros Especializados em Reabilitação em diferentes regiões do país.

O anúncio ocorre em um momento de atenção redobrada por parte das autoridades sanitárias em relação à circulação de vírus respiratórios. Em nota divulgada em 29 de abril, o Ministério da Saúde alertou para a necessidade de intensificar a vacinação contra a gripe entre crianças, gestantes e idosos, grupos considerados prioritários, diante da antecipação da circulação do vírus influenza neste ano em comparação com temporadas anteriores.

No mesmo dia, o Boletim InfoGripe, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que a maior parte das unidades federativas do país apresentava incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta ou risco, reforçando a recomendação de reforço vacinal antes do início do inverno. Segundo a pesquisadora Regina Castro, da Agência Fiocruz de Notícias, o cenário exige monitoramento contínuo por parte de gestores estaduais e municipais de saúde.

Em paralelo às ações de resposta à gripe, o Ministério da Saúde também apresentou avanços no combate a doenças infecciosas historicamente associadas ao período chuvoso. Segundo balanço divulgado ainda em abril, o Brasil registrou redução de 75% nos casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado atribuído à combinação de campanhas de vacinação, ações de controle vetorial e ampliação da testagem rápida em unidades de atenção básica.

Outro destaque do mês foi a divulgação de dados sobre o combate à obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministério, os atendimentos contra obesidade na Atenção Básica cresceram 58% em três anos, resultado atribuído à ampliação de programas de acompanhamento nutricional e à incorporação de novas diretrizes clínicas voltadas ao manejo da doença como condição crônica.

Gestores estaduais de saúde, incluindo representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, afirmaram que os novos recursos do Novo PAC Saúde devem beneficiar regiões administrativas com maior déficit de infraestrutura hospitalar, embora a distribuição definitiva das obras ainda dependa da assinatura de convênios específicos com prefeituras e governos estaduais ao longo do segundo semestre de 2026.

O conjunto de anúncios de abril reforça a estratégia do governo federal de associar investimentos em infraestrutura sanitária a campanhas de prevenção, em um movimento que integrantes do ministério descrevem como parte de uma agenda de fortalecimento estrutural do SUS diante dos desafios sazonais que se repetem a cada início de outono e inverno no país.

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