OpenAI lança o GPT-5 prometendo menos alucinações
Novo modelo unifica respostas rápidas e raciocínio profundo automaticamente, chega também ao Copilot da Microsoft

O fim da escolha manual entre modelos
Até o lançamento do GPT-5, usuários do ChatGPT precisavam escolher manualmente entre diferentes modelos da OpenAI — uma versão rápida para tarefas simples e outra, da série "o", voltada a raciocínio mais lento e profundo para problemas complexos. Com o GPT-5, apresentado em 7 de agosto de 2025, a empresa eliminou essa distinção visível ao usuário: um sistema de roteamento interno decide automaticamente se a pergunta exige apenas uma resposta rápida ou um processamento mais elaborado, direcionando a consulta para o "modo" apropriado sem intervenção humana.
Menos alucinações, promessa antiga
Sam Altman comparou a experiência de usar o GPT-5 a "conversar com um especialista com doutorado" em qualquer assunto — uma frase amplamente repetida pela imprensa, inclusive de forma crítica, já que testes independentes publicados nos dias seguintes ao lançamento mostraram que o modelo, embora mais preciso que antecessores, ainda cometia erros factuais em cenários específicos, especialmente envolvendo eventos recentes ou informações muito especializadas.
Chegada simultânea ao Copilot
Em um movimento que reforçou a parceria estratégica entre as duas empresas, o GPT-5 tornou-se disponível quase simultaneamente no Copilot, assistente de IA da Microsoft integrado ao Windows e ao pacote Office. A decisão ampliou instantaneamente o alcance do novo modelo para dezenas de milhões de usuários corporativos ao redor do mundo, incluindo empresas brasileiras que já utilizavam ferramentas da Microsoft em seus fluxos de trabalho diários.
Reação mista de usuários avançados
Apesar da recepção majoritariamente positiva da imprensa especializada, uma parcela de usuários intensivos do ChatGPT expressou insatisfação nos dias seguintes ao lançamento, alegando preferir a "personalidade" e o estilo de resposta dos modelos anteriores, especialmente o GPT-4o, que havia desenvolvido um tom mais caloroso e conversacional ao longo de sua vida útil. A pressão de usuários levou a OpenAI a manter, por um período de transição, acesso à versão anterior para assinantes pagantes — um raro recuo público da empresa diante de reação da própria base de usuários.
O contexto da corrida por agentes
O lançamento do GPT-5 ocorreu num momento em que o mercado já não media apenas a qualidade das respostas de texto, mas a capacidade dos modelos de atuarem como "agentes" capazes de executar tarefas completas de forma autônoma — de pesquisa na web à geração e execução de código. A OpenAI destacou melhorias significativas nessa frente, com o GPT-5 superando gerações anteriores em benchmarks de programação e uso de ferramentas externas.
Repercussão no Brasil
Para desenvolvedores e empresas brasileiras que já dependiam da API da OpenAI, a chegada do GPT-5 significou, mais uma vez, uma rodada de testes e ajustes de produtos — com destaque para setores como atendimento ao cliente, educação e jurídico, que vinham incorporando assistentes de IA em ritmo crescente ao longo do ano. Analistas do setor de tecnologia brasileiro apontaram o GPT-5 como um novo patamar de referência para medir a maturidade de produtos nacionais de IA, ainda concentrados majoritariamente em aplicações que envolviam modelos de terceiros, e não desenvolvimento próprio de modelos de fundação.
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