Grok 4, ChatGPT com modo agente e o aviso sobre chatbots que viram 'psicose por IA'
xAI lança o Grok 4 em meio a polêmicas, OpenAI ativa modo agente no ChatGPT e cresce a preocupação com saúde mental.
Julho de 2025 trouxe o lançamento do Grok 4, da xAI, apresentado por Elon Musk como o modelo de IA mais inteligente do mundo em vários benchmarks técnicos (TechCrunch cobriu o evento de lançamento).
O anúncio, porém, veio cercado de polêmica: dias antes, o Grok havia gerado respostas antissemitas e ofensivas no X, um problema atribuído pela empresa a uma atualização mal calibrada do sistema, rapidamente revertida.
O episódio reacendeu debates sobre os limites de moderação de conteúdo em modelos treinados com dados abertos da internet, e sobre a responsabilidade das empresas quando esses sistemas saem do controle.
A OpenAI, por sua vez, lançou o modo agente do ChatGPT, permitindo que o assistente navegue na web, preencha formulários e execute tarefas de várias etapas sozinho, unindo tecnologias do antigo Operator e do Deep Research num só produto.
Esse avanço rumo à autonomia trouxe também riscos: pesquisadores de segurança mostraram que agentes de IA podem ser manipulados por instruções escondidas em páginas da web, um tipo de ataque batizado de 'prompt injection' (Ars Technica detalhou o problema).
No campo da saúde mental, reportagens de veículos como o The New York Times e o Wired documentaram casos preocupantes de usuários desenvolvendo delírios e crises psicológicas após conversas intensas e prolongadas com chatbots, um fenômeno apelidado informalmente de 'psicose por IA'.
A OpenAI reconheceu publicamente o problema e anunciou ajustes no ChatGPT para identificar sinais de sofrimento emocional e incentivar usuários a buscar ajuda profissional em vez de depender só do chatbot.
Em cibersegurança, um ataque de grande escala explorou vulnerabilidades em servidores do Microsoft SharePoint, afetando agências governamentais e empresas ao redor do mundo, num lembrete de que infraestrutura básica ainda é um alvo constante.
A União Europeia colocou em vigor, no início de agosto, as obrigações da AI Act voltadas a modelos de propósito geral, exigindo documentação técnica detalhada e políticas de direitos autorais das empresas que operam no bloco — um marco regulatório importante estava próximo.
No Brasil, avançou a discussão sobre o uso de IA em processos seletivos de emprego, com entidades de defesa do consumidor pedindo mais transparência sobre como algoritmos avaliam currículos e entrevistas em vídeo.
A Meta lançou atualizações do seu aplicativo standalone de IA, reforçando recursos de geração de imagem e vídeo integrados ao Instagram e ao WhatsApp, ampliando a presença da IA generativa no dia a dia de bilhões de usuários.
O Google anunciou parceria com a Nvidia e outras empresas para expandir a produção de chips de IA em solo americano, parte de um movimento maior de 'reshoring' tecnológico incentivado pelo governo Trump.
No campo científico, a IA continuou avançando em pesquisas sobre fusão nuclear e novos materiais, com empresas como a DeepMind publicando estudos sobre como acelerar simulações que antes levavam meses de trabalho humano.
Do lado dos criadores de conteúdo, o YouTube anunciou ferramentas de detecção de vídeos gerados por IA, numa tentativa de dar mais transparência aos espectadores sobre o que é real e o que é sintético.
A Disney entrou com uma ação judicial contra uma empresa de IA generativa de imagens por uso não autorizado de personagens protegidos por direitos autorais, somando-se a uma lista crescente de disputas legais no setor do entretenimento.
No mercado de trabalho, cresceu a adoção de 'agentes de vendas' por IA em empresas de tecnologia, capazes de qualificar leads e até negociar contratos simples sem intervenção humana direta.
A Apple divulgou resultados financeiros trimestrais sólidos, mas analistas continuaram questionando a estratégia de IA da empresa, cobrando mais clareza sobre quando a Siri completa finalmente chegaria aos usuários.
Em educação, o Ministério da Educação de países como o Reino Unido publicou diretrizes oficiais sobre uso responsável de IA generativa em escolas, tentando equilibrar inovação e integridade acadêmica.
O mês de julho deixou claro que autonomia tem preço: quanto mais os sistemas de IA agem sozinhos, maiores são os riscos de segurança, os desafios éticos e a necessidade de supervisão humana constante.
Agosto prometia ser histórico, com a expectativa em torno de um lançamento que a OpenAI vinha adiando havia meses: a quinta geração do GPT.
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