Exposição 'Recortes do Cerrado' celebra o bioma no Foyer da Câmara Legislativa do DF
Mostra do Instituto Sumi-e, em cartaz até 26 de setembro, integra agenda cultural movimentada com Festival de Brasília e Encantarias de Culturas Populares

O Foyer da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu, entre os dias 5 e 26 de setembro de 2025, a exposição "Recortes do Cerrado", promovida pelo Instituto Sumi-e como parte do Projeto de Exposição e Oficina Artística Recortes do Cerrado — Ezechias Heringer. A mostra reuniu obras que valorizam a conexão entre arte, cultura e consciência ambiental, com foco na biodiversidade e na paisagem características do bioma que cobre grande parte do Planalto Central.
Com apoio institucional da CLDF, a exposição teve entrada gratuita e buscou sensibilizar visitantes — entre eles muitos estudantes de escolas públicas do DF — sobre a importância da preservação do Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do país e que enfrenta pressão crescente de queimadas e expansão agrícola no Entorno da capital. As obras, produzidas em técnicas de recorte e colagem, retrataram espécies vegetais e animais nativas, além de paisagens típicas das chapadas do Distrito Federal.
Setembro também marcou o início de uma nova temporada itinerante da Plataforma Encantarias de Culturas Populares, que chegou à sua quinta edição em formato ampliado. Entre setembro e novembro, a plataforma ocupa diferentes espaços culturais do DF, incluindo o Museu de Arte de Brasília (MAB), na Asa Norte, e a Galeria Risofloras, valorizando mestres, artistas e comunidades tradicionais em encontros que combinam apresentações artísticas, oficinas e rodas de conversa sobre saberes populares brasileiros.
Ainda no calendário cultural do mês, a capital sediou a abertura da programação da 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos festivais de cinema mais tradicionais do país, com exibições de longas e curtas-metragens nacionais e debates com diretores e atores em salas de cinema da cidade. O festival, historicamente realizado no mês de setembro, é considerado um dos principais termômetros da produção audiovisual brasileira, revelando talentos e prestigiando obras de cineastas consagrados.
Complementando a agenda, o 12º Festival Brasília de Cultura Popular seguiu sua programação de três meses, promovendo encontros entre mestres populares, artistas regionais e comunidades tradicionais em diálogo com a natureza — um formato que já se tornou referência na valorização das manifestações culturais do Centro-Oeste brasileiro, incluindo folguedos, danças e expressões da cultura sertaneja e quilombola da região.
Curadores e produtores culturais entrevistados por veículos especializados em cultura no DF destacaram que setembro consolidou-se, nos últimos anos, como um dos meses mais férteis do calendário cultural da capital, muito em função da concentração de datas comemorativas, como o aniversário da Independência, que impulsiona editais e patrocínios voltados à realização de eventos artísticos.
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec) informou que investiu recursos de editais de fomento cultural, como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), para viabilizar parte dessas iniciativas, reforçando o compromisso do governo distrital em fortalecer a cadeia produtiva da cultura local, que emprega milhares de artistas, técnicos e produtores na capital federal.
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