DF fecha segundo quadrimestre de 2025 com superávit de R$ 1,48 bilhão
Arrecadação tributária cresce 6,24% em relação a 2024 e Novo PAC promete R$ 6,4 bilhões em investimentos na capital

O Governo do Distrito Federal (GDF) encerrou o segundo quadrimestre de 2025 com superávit de R$ 1,48 bilhão, segundo relatório apresentado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no final de setembro. O documento, elaborado pela Secretaria de Estado de Economia, mostra que a arrecadação tributária cresceu 6,24% em relação ao mesmo período de 2024, superando as projeções orçamentárias iniciais para o exercício.
Segundo o secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho, o resultado reflete tanto o aquecimento da atividade econômica local — impulsionada por setores como serviços, construção civil e comércio — quanto o aprimoramento dos mecanismos de fiscalização tributária adotados pela Subsecretaria de Acompanhamento Econômico. Os gastos com pessoal permaneceram dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, enquanto os investimentos e o estoque da dívida pública seguiram alinhados ao planejado no início do ano.
Um ponto de atenção do relatório, no entanto, foi o gasto com educação, que ficou abaixo do mínimo constitucional exigido, acendendo um alerta entre deputados distritais da comissão de Orçamento, que cobraram explicações da equipe econômica durante a sessão de apresentação das contas. A pasta de Educação argumentou que parte dos recursos represados será executada no último quadrimestre do ano, mas a discussão deve seguir pautando as sessões da Casa nos próximos meses.
Em paralelo ao anúncio fiscal, o Distrito Federal recebeu boas notícias no campo dos investimentos federais. Em sessão na CLDF, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) destinará R$ 6,4 bilhões a obras estruturantes no DF, valor que, somado a outras frentes de investimento debatidas pelos parlamentares locais, pode chegar a R$ 13 bilhões, conforme estimativas apresentadas em comissão geral realizada com a presença do ministro.
Os recursos do Novo PAC devem ser direcionados a obras de mobilidade urbana, saneamento básico, habitação popular e infraestrutura viária nas regiões administrativas, com destaque para o Entorno metropolitano, historicamente carente de investimentos federais diretos. Deputados distritais de diferentes bancadas classificaram o anúncio como um marco para o desenvolvimento regional, embora tenham cobrado cronograma detalhado de execução, dado o histórico de atrasos em edições anteriores do programa federal.
Analistas do mercado financeiro ouvidos por veículos especializados em economia do DF avaliam que a combinação entre superávit fiscal local e injeção de capital federal cria um cenário favorável para a retomada de obras públicas represadas desde a pandemia. Ainda assim, alertam para a necessidade de monitoramento rigoroso da execução orçamentária, especialmente diante da proximidade do ciclo eleitoral de 2026, quando historicamente há pressão por aumento de gastos públicos.
O GDF informou que o relatório completo do segundo quadrimestre está disponível para consulta pública no portal da Secretaria de Economia, em cumprimento à Lei de Acesso à Informação, e que o próximo balanço fiscal, referente ao terceiro quadrimestre, deve ser apresentado à CLDF no início de 2026.
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