Arrecadação tributária do DF projeta R$ 26,2 bilhões em 2025, alta de 92% em uma década

Boletim da Secretaria de Economia do Distrito Federal aponta expansão do setor de serviços e queda na taxa de desocupação no terceiro trimestre

Por Ricardo Villela Nunes· 10 de outubro de 2025· 6 min de leitura
Arrecadação tributária do DF projeta R$ 26,2 bilhões em 2025, alta de 92% em uma década

Foto: Agência Brasília / Wikimedia Commons

Valor investido na política pública
R$ 26.200.000.000

A economia do Distrito Federal manteve trajetória de crescimento em outubro de 2025, segundo dados consolidados pela Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (SEEC-DF) e pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (Codeplan). O boletim de arrecadação tributária divulgado no mês mostra que a receita do governo local segue em curva ascendente, tendo saltado de R$ 13,6 bilhões em 2015 para uma projeção de R$ 26,2 bilhões neste ano, um crescimento de 92% em uma década, segundo levantamento publicado pelo Correio Braziliense.

De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, o avanço reflete tanto o crescimento orgânico da economia do DF quanto o aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e cobrança tributária implementados pela Secretaria Executiva de Fazenda, comandada por Anderson Borges Roepke, sob gestão do secretário Daniel Izaias de Carvalho. A subsecretaria de Acompanhamento Econômico, chefiada por Marco Antônio Lima Lincoln, também apontou estabilidade nos indicadores fiscais no relatório referente ao terceiro quadrimestre do ano, cumprindo as metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Boletim de Conjuntura Econômica do Distrito Federal, divulgado por veículos locais como o Repórter Brasília, mostrou que o terceiro trimestre de 2025 trouxe sinais de resiliência para a economia local, com destaque para a expansão no volume de serviços prestados e para a redução da taxa de desocupação da população economicamente ativa. O setor de comércio e serviços segue como o principal vetor de geração de empregos e renda na capital federal, área que concentra a maior parte da atividade econômica do DF, dado o peso reduzido da indústria na estrutura produtiva local.

O Jornal de Brasília também destacou, em reportagem sobre o primeiro semestre do ano, o panorama considerado otimista pelos analistas locais, associando o desempenho ao aumento das exportações do Distrito Federal e à retração do desemprego, que voltou a patamares mais baixos após os impactos da pandemia e da crise econômica dos anos anteriores.

Analistas do setor produtivo local avaliam que o crescimento da arrecadação tributária, somado à manutenção de indicadores fiscais equilibrados, oferece ao Governo do Distrito Federal margem para ampliar investimentos em infraestrutura e serviços públicos nos próximos exercícios, especialmente em áreas como mobilidade urbana, saúde e segurança pública, historicamente demandadas pela população local.

Apesar do otimismo geral, especialistas alertam para a necessidade de diversificação da base econômica do DF, ainda muito concentrada no funcionalismo público e nos serviços associados à administração federal. A recomendação de economistas consultados é que o governo local aproveite o momento de bonança fiscal para fomentar setores como tecnologia, agronegócio do entorno e turismo de eventos, reduzindo a dependência histórica da máquina pública como principal motor da economia da capital federal.

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