OpenAI DevDay, chips mais rápidos e o Halloween dos deepfakes eleitorais
OpenAI expande ferramentas para desenvolvedores, Nvidia e AMD fecham parcerias históricas, e autoridades se preocupam com deepfakes às vésperas de eleições locais.
Outubro trouxe o DevDay da OpenAI, evento voltado a desenvolvedores que trabalham com a API da empresa. As novidades incluíram ferramentas mais robustas para criação de agentes autônomos e preços reduzidos para uso em larga escala (TechCrunch cobriu os principais anúncios).
A empresa também apresentou avanços em memória de longo prazo para o ChatGPT, permitindo que o assistente lembre de conversas e preferências do usuário por períodos muito mais longos do que antes.
No campo dos chips, a AMD fechou uma parceria histórica com a OpenAI para fornecimento de processadores de IA, um acordo bilionário que sinalizava a tentativa da empresa de furar o quase monopólio da Nvidia nesse mercado.
A Nvidia, por sua vez, anunciou sua própria linha de chips voltada especificamente para inferência de modelos de linguagem, mais barata e eficiente que os processadores usados para treinamento, mirando um mercado em rápida expansão.
Em cibersegurança, veio à tona uma vulnerabilidade grave em roteadores domésticos amplamente usados, explorada por uma rede de dispositivos infectados (botnet) para lançar ataques de negação de serviço em larga escala (Ars Technica detalhou a falha).
Com eleições locais se aproximando em diversos países, autoridades eleitorais e organizações de checagem de fatos alertaram sobre o aumento de deepfakes de candidatos circulando em redes sociais, num teste de fogo para as políticas de moderação das plataformas.
O TikTok e a Meta anunciaram reforço em suas equipes de verificação de conteúdo eleitoral, embora especialistas continuassem céticos sobre a capacidade real dessas empresas de conter a desinformação sintética em tempo hábil.
No Brasil, o TSE ampliou parcerias com universidades para desenvolver ferramentas de detecção de conteúdo gerado por IA, de olho nas eleições municipais e no histórico de desinformação de pleitos anteriores.
A União Europeia avançou com investigações antitruste contra grandes empresas de tecnologia, incluindo questionamentos sobre práticas da Apple na App Store e da Google em seus serviços de busca e publicidade.
A Meta anunciou resultados financeiros robustos, impulsionados pela publicidade personalizada por IA, mas revelou também gastos recordes em infraestrutura de data centers, pressionando margens de lucro no curto prazo.
No campo científico, pesquisadores usaram IA para acelerar a descoberta de novos supercondutores, um avanço que, se confirmado em escala, poderia revolucionar a eficiência de redes elétricas no futuro.
A Amazon apresentou uma nova geração de robôs para seus centros de distribuição, capazes de trabalhar lado a lado com humanos de forma mais segura, parte de um plano mais amplo de automação logística.
Do lado dos consumidores, cresceu a popularidade de aplicativos de companhia por IA voltados a idosos que vivem sozinhos, uma aplicação bem recebida em meio a tantas críticas sobre dependência emocional de chatbots.
A Apple lançou atualização de software trazendo finalmente parte das funções prometidas para a Siri renovada, embora ainda de forma limitada e restrita a alguns mercados, gerando reações mistas da crítica especializada.
No mercado de trabalho, empresas de consultoria como a Accenture anunciaram reestruturações internas significativas, redirecionando investimentos para equipes especializadas em implementação de IA corporativa.
Em regulação, o Senado americano discutiu propostas para responsabilizar plataformas de IA por danos causados por chatbots a menores de idade, após uma série de processos judiciais movidos por famílias norte-americanas.
A Xiaomi e outras fabricantes chinesas reforçaram sua expansão internacional com smartphones equipados com IA local, competindo diretamente com Apple e Samsung em mercados emergentes.
Em cultura, um documentário sobre os bastidores da corrida da IA generativa, com entrevistas de executivos da OpenAI e do Google DeepMind, ganhou repercussão ao expor tensões internas sobre segurança e velocidade de lançamento dos modelos.
Outubro reforçou como a inteligência artificial já não é mais assunto restrito a especialistas: deepfakes eleitorais, chips e regulação passaram a fazer parte do debate público cotidiano.
Novembro chegava com a expectativa de balanços financeiros trimestrais das grandes techs e possíveis sinais de desaceleração no investimento bilionário em infraestrutura de IA.
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